Plastilub Aditivos Para Plásticos
 
 
 
Conceitos
 

      O tempo de troca de uma ferramenta é definido como o tempo decorrido normalmente entre o final da produção da última peça de um item e o início da produção da primeira peça de outro item em ritmo normal de produção.
      Este tempo inclui as atividades de preparação, posicionamento, fixação, ajuste e inspeção, até a aprovação final da peça.
      O tempo gasto para estas atividades em injetoras de plástico ou prensas de grande porte, normalmente é muito alto, chegando em alguns casos até 8 horas. Hoje chegamos a uma redução significativa de tempo de set up objetivando tempo máximo de troca inferior a 10 minutos.
      Isto faz com que haja melhoria na flexibilidade, possibilitando a fabricação de lotes menores.
      Melhorar a flexibilidade possibilita a fabricação de lotes cada vez menores, ampliando a capacidade de atendimento a um número maior de Clientes.
      O tempo de troca de uma ferramenta pode ser dividido em quatro fases básicas:

      1) Preparação: É a fase de desenvolvimento dos meios necessários à produção exatamente da forma como serão utilizadas.
      2) Posicionamento: É o deslocamento de todo o ferramental para a posição de trabalho e o seu regresso ao almoxarifado.
      3) Fixação: É o evento de fixar adequadamente o ferramental na posição de trabalho e depois retira-lo após a execução da operação.
      4) Ajustes e avaliações: São os ajustes necessários no ferramental e no equipamento para o início da produção e respectivas avaliações e inspeções.
      Para a introdução do sistema troca rápida, deve-se observar uma série de procedimentos que resultará na redução do tempo total de troca de ferramenta.
      O primeiro procedimento é tentar transformar as atividades internas em atividades externas.
      Para isso deve-se inicialmente identificá-las e separá-las. As atividades externas são aquelas que podem ser transferidas para a preparação fora da máquina. As atividades internas são aquelas que podem ser transferidas para a atividade de preparação antecipada. Estas devem ser analisadas cuidadosamente do modo que se possa reduzi-las.
      Nesta fase inclui-se posicionamento, fixação e ajustes.
      A adoção de padronização de ferramental é outro procedimento que apresenta resultados significativos na redução dos tempos de preparação. Esta pratica representa no projeto de ferramental novo, grandes benefícios a custo muito baixo e pode ser progressivamente implantada.
      A fixação rápida pode ser implantada no sentido de se reduzir os tempos internos.
      Existem várias alternativas que podem ser desenvolvidas com maior e menor satisfação.
      Entretanto a utilização de prendedores hidráulicos Plastilub tem se mostrado muito satisfatória, com baixo custo e confiabilidade de segurança.
      Outro procedimento é a adoção de meios auxiliares, de deslocamento e posicionamento rápido. Isto facilita a troca, particularmente para ferramental.
      Que normalmente implica a necessidade de utilização da empilhadeira ou pontes rolantes, nem sempre disponíveis no momento preciso.
      Para uma troca rápida é conveniente utilizar sistemas específicos em cada máquina. No caso de ferramentas de uma ou duas toneladas são normalmente utilizados braços articulados, esferas ou roletes com levantamento hidráulico e deslocamento horizontal manual. Para ferramentas mais pesadas utilizam-se mesas motorizadas ou hidráulicas.
      Adotar operação paralela é outro procedimento que poderá reduzir os tempos internos. Muitas vezes uma única seqüência de atividades não é necessária sendo viável a utilização de operações paralelas.
      Outra alternativa é a mecanização do sistema de troca de ferramental.
      Todos os sistemas de troca rápida na ordem de um minuto são conseguidos com grande mecanização e, conseqüentemente, com gastos elevados. Em alguns casos, o custo adicional é na ordem de 100% do custo da máquina.
      A adoção de algumas dessas medidas, ou progressivamente de todas elas, certamente levará a uma redução substancial do tempo de preparação.
      Outras medidas, entretanto, devem ser desenvolvidas conjuntamente:
      - A aplicação de tecnologia de grupo, montando-se famílias de peças e utilizando-se ferramental de grupo, ou seja, aplicados a uma família de peças.
      - O segmento conveniente de produção também pode reduzir consideravelmente os tempos de montagem, pois estes são alterados pela operação precedente, de forma que se pode montar uma seqüência conveniente, reduzindo os tempos de preparação de máquinas.
      Conclusão: Os sistemas de troca rápida são um importante passo no sentido de se viabilizar o trabalho em conformação de pequenos e médios lotes. A sua implantação pode ser de maneira progressiva, não implicando em grande investimento inicial.
      A redução do tempo de montagem é ainda função de outros fatores como organização da produção de tecnologia de grupo, seqüênciamento conveniente da produção, dentre outros, que precisam ser desenvolvidos juntamente para que a flexibilidade de produção aumente.
      Os sistemas de troca rápida são os primeiros passos rumo a flexibilidade dos processos de conformação. Entretanto deve ser desenvolvido juntamente com a implantação de novas técnicas organizacionais, com automatização programável e integrada de todos os sistemas.


 
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